domingo, janeiro 01, 2006

Primeiro Dia

Há uma linha nervosa que corre a película, e que parece se perder na luz que materializa os sonhos, para ir pousar no espectador, a quem, como com o pó de Sininho, o leva, e ele vai; e mesmo quando o écran ainda é negro, e mesmo quando já não há imagens, ele vai.
E esses pós mágicos são as notas pesadas que marcam a presença do tubarão assassino em Jaws/Tubarão, são a empolgante americana de The Magnificent Seven/Os Sete Magníficos ou as orquestrações estranhas que evocam coiotes nas pradarias amorais de Il Buono, Il Brutto, Il Cattivo/O Bom, o Mau e o Vilão.
Porque essa linha tem vida para além da película que a constringe, celebre-se essa vida...